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terça-feira, 17 de novembro de 2015

O ESTRANHO VAZIO DEIXADO PELO DESEJO DO OUTRO: SOLIDÃO ( TEMA DO CICLO DE PALESTRA EM NATAL)


Se na primeira palestra dialogamos sobre inteligência emocional das mães de filhos com o Transtorno do Espectro Autista - TEA, que elas usam para saber lidar com tamanha demandas junto às pessoas com o Espectro e, devido a tantas responsabilidades muitas são acolhidas pela solidão e tantas outras, talvez a maioria, pelo frio do abandono. 

Mas que, as que são acolhidas pela solidão, se se perceberem biopsicossocioespiritualmente, poderão aproveitar do momento particular, para encontrar na saudade do futuro, reencontro com seus sonhos de menina, paixões de moça e desejos de mulher, vida para além de esposa e mãe.

Todavia,  as que deixadas ao abandono, podem ser resgatadas em suas
demandas (facilmente confundidas com o próprio autismo), afim de se separarem deste rótulo e para poderem enxergar a si e ao seu filhote, assim não mais se sentirá só, poderá libertar a si e a ele, da discriminação adoecedora. 
Com esta introdução, caminhamos nesta segunda palestra até a agressiva invasão do desejo do outro sobre cada um de nós. Para exemplificar, basta lembrarmos como que para alguns, os desejos de nossos pais podem ser difíceis de satisfazer. Imagina,  um casal de médicos, pode desejar que o filho também o seja, porém, quando este se ver dono de seus desejos, pode não se encontrar feliz em cumprir tal compromisso, por assim dizer,o prazer dos genitores. 

Para além deste contexto, é, pelo menos, duplamente frustrante, para pais de um filho com o TEA. 

Pois, sabe-se que nem todos entre eles, são favorecidos em seus desejos, por estes serem avassaladores e, até porque poucos são entendidos, para serem ajudados, então como realizar o desejo dos pais?
No caso da mãe, pensaremos pelo viés do contexto socioafetivo e familiar. Sabe-se das históricas e antropológicas distorções do "famigerado instinto materno" citando uma mãe, onde culpam a mulher por boa parte das mazelas dessa sociedade. 

Essa culpa referente ao filho com TEA se personifica mais evidentes em relações frágeis, famílias desenformadas e de afetos desestruturantes. Estas, evoluem, assim, para o isolamento da genitora em cuidar quase que exclusivo do filho, chegando ao ponto de esquecer de seus desejos de mulher, assim é (de)negada o gozo de sentir desejada e desejante. Basicamente, algumas delas, nem se percebem que elegeu, de alguma maneira, erroneamente o companheiro, aquele que a deixou imersa ao demandas do  autismo, abandonada, porque o TEA se tornou instrumento de sacrifício e escravidão aplicado por alguns "parceiros"  e "certas famílias". Coloco entre parenteses, para reforçar que muitos deles nem percebem que assim agem.
Conscientes  ou inconscientes, agem como juiz e algoz dessas mulheres, que as julgam, condenam e as executam. Ciclo silencioso de real violência sexista, hoje com nome eufêmico, doméstica.
Enfim, neste segundo encontro vamos pensar um pouco como (re)voltar para se sentir, morando em um corpo de desejos que alimentam o bem estar na alma e, mesmo que esta sociedade não aceite, elas são donas também de uma espiritualidade, fonte única  para retomar aos sonhos, desejos e prazeres para além de esposa e mãe. 
E onde está o desejo violento do outro contra a mãe de uma pessoa com o TEA? 
Está em  negar a realidade dela como dona de desejos, prazeres através de sua vida própria, quem nega isso, abre-se para o real adoecimento e demais sofrimentos, do que chamei de sacrifício e escravidão.
E este é o pano de fundo de nosso próximo diálogo!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

CORAÇÃO DE MÃE:"Escutando seu coração, partilhamos sonhos, encontramos flores no aroma que restou"



O BLOG OLHAR AZUL DA COR DO MAR
CONVIDA: 
CORAÇÃO DE MÃE"Escutando seu coração, partilhamos sonhos, encontramos flores no aroma que restou"
TEMAS: "Solidão não é abandonar: A linguagem da emoção" & "Que sonha a Coruja? Sonho que não se sonha só, não vira pesadelo"
A proposta deste momento de partilha que será realizada na Cidade de Natal/RN, no dia 31/10/15,  é para aquelas vidas que desejam não continuar a serem furtadas aonde os novelos que o Espectro do Autismo tem as levado. Para tanto o momento dialógico abordará:
TEMA 1:
A solidão:
1. Como diferente de saudade e quando bem dosada tem-se ensinamento na solidão;
2. Mas é interessante ter saudade do futuro, para recuperar o sonhado; 
3. No contexto do filho autista, a suposta solidão, ou mundo exclusivo dele não pode ser entendido necessariamente com sofrimento.  
Abandono:
1. Abandono  praticado contra a mãe e o filho é uma lamentável prova de violência psicológica;
2. O filho precisa de um pouco de solidão para aprender com a falta, mas não, se sentir  abandonado;
Linguagem Emocional:
A linguagem das emoções, tanto expressado pelo filho em cada sinal comportamental,  do qual supormos que eles sofrem em sua vida peculiar, o singular prova que somos muitos diferentes ao lidar com tantas poluições de informações do mundo pós moderno.

TEMA 2:
Conceito de Coruja:
1.A coruja, símbolo da amizade com a sabedoria, ela sonha no diurno, mas no caso da mãe que sonha o sonho do filho autista precisa, voltar aos seus sonhos e voltar a suas projeções;
2.É necessário resgatar os seus sonhos, desejos, projetos que foram adiados ou esquecidos com o surgimento do autismo;
3. Para quem sabe deixar o filho descobrir os seus;
Inteligência Emocional:
1.Para reconhecer das linguagens emocionais tanto do filho, do esposo, família e de si mesma as virtudes, além das necessidades;
2.Saber ser só e como trabalhar essa realidade para sair dela, se é necessário e possível;
3. Inteligência Emocional para encontrar meios do auto resgatar, para além de mãe, esposa e mulher: Desejosa, desejada no estado faltante sublime.
4. Seres sublimes, empáticos e empoderados;
5. Biopsicossocioespiritual da mãe e do autista;
6. Política Participativa do Psicodrama.

SERVIÇO:
LOCAL: Hotel Arituba, Natal, Rio Grande do Norte
DIA:31/10/15
HORAS: 14 horas

A MORTE PEDE CARONA: ADULTOCENTRISMO E INFANTICÍDIO, NÃO SÓ SOFRIDOS PELAS PESSOAS NO TRAÇO AUTÍSTICO

Repensando sobre tudo que contribuem para a despersonificação de cada ser, penso que a partir da impossibilidade de alguns entre os ad...