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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

TRÍADE DE TEXTOS PARA A PALEDTRA DE COMO ACOLHER O AUTISMO: Texto Base 1 ACOLHER OU ASSISTIR?


No atuar da psicologia, afianço que tanto acolher como assistir são posturas profissionais plausíveis e, em certo contexto específico, acolher evolui para assistir, em outros, creio, só se acolha, mas, nunca só  se assiste, sem o devido acolhimento. E, em todo processo uma troca humilde de comunicação é princípio, meio e fim.
Quero dizer que tudo nasce de uma doação mútua durante todo processo, pois, se “só sei que nada sei”, e, mesmo que o profissional tenha um “suposto saber”, este poder é um engodo, mentira que não se sustenta, sobretudo, quando lidamos com o ser humano. Por isso, fala-se em saúde de modo amplo, holístico mas também, contextual e dialética entre forças dinâmicas de contribuição partilhada.
Portanto, não mais se fala em deficiência e sim, desabilitados. Em suma, podem todos, desenvolvendo em suas limitações tornarem-se não meramente autônomos e funcionais e, sim, independentes, respeitando a riqueza de caso a caso, ou seja, parceria profissional/demandante/demandado, ou seja, técnico/pais/filhos.
Exemplo disso, é as diversas formas de adaptabilidade das pessoas no traço de em seus modos diferentes de estar vivendo, onde, de seu modo único pode surgir um poder criativo genioso, porém, o mais importante, é a salvação própria de cada um desses atípicos, a particular maneira de cada um deles lidarem com as dores e dessabores  no perigoso processo de viver. Pelo qual, cada um deles ao seu modo, não aceitam a indigna sobrevivência.
Então, para se chegar e seguir para e com a dignidade  da pessoa no traço, ou seja, assistir, necessariamente, deve-se estruturar um bom rapport, um ambiente seguro com setting dinâmico que contemple todos os possíveis  modos diferentes de ser durante o acolher.
Dele, segue-se a fórmula mais empoderadora, o assistir o paciente em sua força e vitalidade. Neste contexto, o conhecimento é perseguido para transformar ele para além da liberdade, à independência. Por isso, chamo liberdade assistida, ou seja, maneira de favorecer que as pessoas no traço possam vivenciar experimentos dentro de suas fragilidades especialmente, aquelas adaptativas ante as invasões
e violências do desejo  alheio que elas desde  cedo, não  esperam a adolescência para frustrar, provando-nos desde  já, sua autossuficiência. Tanto que a cada dia, elas subordinam às famílias aos seus desejos, até aos mais primitivos?











sábado, 13 de agosto de 2016

O DIZÍVEL

O dizível
A única função  do cuidar, creio que seja o de tornar possível  a simbolização da dor de viver e ser livre do desejo alheio, sensações  invasivas sentida por  nossos dependentes.
Enquanto eles se  permitirem a suposta  orientação,  pois prefiro exercitar uma tal de liberdade assistida, na qual, - processo que  também supõe  Ferrari, expoente contemporâneo, visivelmente baseado em Winnicott -, pode-se assistir certos ganhos para além da funcionalidade, uma certa independência.
Mas, para isso, a fim de ir além dos desejos alheios e da orientação que alcança apenas uma precária autonomia funcional, sustento fé no brincar  como viés  para ir do Imaginário  ao Simbólico ante a dura vida do e no Real.
Nisso, também, especulo  que  ao brincar,  não necessariamente, com e como concebemos  utilidades aos objetos comumente usados, especialmente  porque somos todos e temos  diferentes  maneiras de realizar e nos satisfazer  em desejos. Que não  criou usos diversos com um único objeto? E melhor,  o uso diverso  é  sinal de genialidade e não mediocridade  criativa.
Aquele  primeiro  teórico,   ao falar de quem  comumente  chamo de pessoa no traço  autista, cita a necessidade, que nos analistas temos, de ampliar nosso ponto de vista a partir da escuta do que acontece  consigo e com o outro durante  do encontro  com paciente. 
Claro  que esse encontro, brincado, é a fim de desenvolver  o Simbólico, no tocante a ajudar  aos pequenos a suportar  o Real, rascunhando do Imaginário os símbolos. Processo em que o paciente no traço  tem  que ser  observado  e favorecido a florescer. Para tanto, a intuição é  instrumento elementar. É como uma comunicação inter – inconsciente.
Neste  exercício  o lúdico deita e rola, onde  até  a ecolalia deve e pode ser provocadora ao brincar e divertir, assim sendo,  o medo ou os egoístas acertos  não  entram em questão, pois certo e errado ficou para juízes e deuses, especialmente, porque  no olhar clínico junto  a qualquer  criança, o brincar estabelece  no social  a saída  do Imaginário  através da confiança e empatia  e altruísmo sentido pela pessoa  no traço  como mecanismos  de inclusão  e pertencimento.
Mas o brincar não zombeteiro para com as ecolalias, por exemplo, mas sim para  te ter amenizar  os sentimentos dos pacientes quanto a sua participação  verbo e corporal comunicação, como também  considerando  uma forma de arqueologia  das expressões  para além  do verbal no processo comunicativo  dele em Inclusive, em ensaio-erro buscando  uma  adaptabilidade possível  a socialização, dentro e através  das emoções.
Sobretudo, que no brincar tudo é  permitido, mesmo havendo regras claras entre os brincantes respeitosas as dinâmicas  dos pares, estas regras é  base filogenética, por assim dizer, do humano  para viver como dependente um  do outro, na minha  visão  baseada em Lacan o Grande  Outro, Este como determinismo pre-onipresente, ciente e potente.
Aquele que melhor  se explica  pela cultura, onde o pai  é  tão  importante  quanto a mãe, nas divisões  de funções do e no brincar isso fica explícito, a paternidade com sinal  da lei, mecanismo  basilar para a socialização. O que  me parece falho junto às famílias de pessoas no traço(na maioria ao menos das que acompanho, falha  sobretudo, inconsciente). Enfim, para  socialização  a função  paterna  é  crucial que seja desenvolvida firme e amorosamente .
Em produção que tem muita  contribuição significativa  de Pocconi, em texto winnicotiano, falando sobre o corpo, diz que as “respostas  comportamentais insólitos  e  bizarras aos estímulos  sensoriais(...) aparentemente  incompreensíveis, sejam na verdade,   ricas de significados”, e diante  do Real apresentando  por este Grande Outro  invasor “estas  crianças utilizam para manter e proteger  certo  tipo de sistema, isolado e isolador”, no qual este amor forte presente, pode dar segurança a pessoa no traço no acesso ao pertencimento  social.
Aqui nos dispersamos  do que ela mais  a frente  vai  chamar  de “ casulo protetor “, tanto que ela, a autora reconhece  que a “criança  lança mão  de proteções manipuladoras“ ante a interrupção precoce do holding. Discordo, portanto,  pois se a criança  manipula  o meio ele interaja e adapta  a suposta da mãe suficientemente  boa. E portanto, suponho, que o Amro forte de uma paternagem, deve ser um excelente atuar para sair dos ganhos secundários nessa manipulação por parte das pessoas no traço, pois assim, prova a sua  não aceitação  a socialização, pois esta suponhe uma negação  individual  em detrimento do coletivo, ausente nas pessoas que se utilizam  da manipulação  para ter seus desejos realizados.
Aqui cabe  um adendo, quanto a essa falha. Winnicott supõe  que temos a se utilizar  de objetos transnacionais para suportar  a falta que todos temos que vivenciar  para se tornarmos quem somos. E são  estas faltas, carências deixadas pela inabilidade natural da mãe ou outra cuidadora  de nunca poder suprir todos  nossos desejos. Mas para esses  pensadores, parece-me ver as pessoas no traço  muito fortes ou frágeis   ante tais faltas. Ao  ponto  deles chamarem  de aniquilamento sentido por tais pessoas se assemelhando  ao vivido  pelos psicóticos ao lidar com o real. Não creio em estremos e sim nos contextos de como são dados a essas pessoas inserções  ao social.
Então conclui-se que não  há  culpa ante  a es a suposta  falha, pois nunca  se alimentara o desejo  por inteiro, bem como essas pessoas no traço não  se colocam encapisulada pelo  menos  de imediato.
Penso que se em suas maneiras de se adaptar e de manipular o meio encontrar pessoas suficientemente  boas para parafrasear  Winnicott pode a ajudar a suportar o peso do Real tanto na descoberta  de uma morada (corpo), gozar dele (falar), ou seja, descobrir que  ele não  é um pequeno Príncipe Tirano  e que terá  que  também  escrever seus desejos no mundo, no dizível  possível  a cada um deles, respondendo  por seu desejo e assim, escrever sua independência pessoal.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Discurso contra à violência do nosso Desejo: Quando elegemos o Outro como fonte de vida.

Em outras publicações tenho falado do Desejo do outro, como dos pais sobre o filho.
Creio, que se temos que aprender a barrar nosso desejo. Porque a violência do nosso desejo barra até os vestígios dos sonhos e matam na criança as delícias de viver. Para cada Pessoa Sem Desejo há mais de uma pessoa propensas a ser infanticida.
Produto da culpa, a vergonha e a punição, pois diferentes da solidão libertadora, vive-se  no seu próprio corpo como prisão, apenado com a solidão adoecida entre a angustia e a ansiedade.
Se ficarem presos aos corpos dos filhos, como fonte de vosso desejo de não realização, ficá-se-á atado a possível determinismo imersos a um destino morto no hoje.
Enfim temos que viver  para além destas amaras, sair da solidão que esteja ligada ao desejo não realizado e ir a a peculiar solidão que ensine quanto ao nosso estágio e, como se pode evoluir.
Neste contexto, trago alguns apontamentos sobre representação social, conceito pensado na psicologia social que é concernente ao conhecimento humano para além do cientificismo cartesiano, pois considera o conhecimento do senso comum fonte inesgotável de significativas contribuições ao inserção das diferenças como meio de efetivação da dignidade humana, como as mãe de filhos com TEA.
 Jovchelovitch, em seu artigo "Psicologia Social, saber, comunidade e cultura", sabendo da vitalidade desse conhecimento popular alerta "A representação também distorce, mente, ilude e confunde. A hiper-representação é, naturalmente, parte do poder da representação, já que o simbólico é uma esfera onde a lei do “faz-de-conta” se aplica".  Nessa citação alerto da necessidade de não esquecermos que todo conhecimento é instrumento dotado de poder  e pode ser usado de maneira não libertadora, pois toda a mãe por exemplo, é maculada por um simbólico que não a fortalece como pessoa de direito e, pode ela, mesmo que inconsciente, em busca de espaço nesta sociedade, desfavorecer o filho.
Neste sentido, a autora articula o conceito de representação com o das relações de poder,   sabendo que essas coexistem em todas as relações humanas  e, quando um adulto impõe seu desejo à criança são relacionados interesses e projetos adutocêntricos independente do gênero junto as questões geracionais, sempre penalizado é o dependente ( crianças, adolescentes e idosos, por exemplo).
 Lembro-me, assim das relações objetais que ocorrem quando se quer transformar o outro em responsável pela realização do nossos desejos, como as crianças são usadas.
Enfim, Sandra Jovchelovitch, no mesmo artigo , foca ,sobretudo, na polifasia cognitiva, deste conceito podemos apreender que contrário a impor nossos desejos as nossas crianças e, em especial às pessoas com TEA, devemos a elas novas formas de relações sociais, para produzirmos juntos as infantes, novos formas de conhecimento.
Tal como as mães que lidam com filhos complexos como pessoas com TEA:  "para as psicologias de Piaget e Vygotsky, que tinham um entendimento claro da natureza social da lógica e se propuseram a demonstrar em detalhe a maneira através da qual a sociedade dá forma ao desenvolvimento das estruturas lógicas na criança. Os dois mostraram que relações sociais diferentes levam a modos de saber diferentes".
Esse modo de saber multi é basilar para aceitarmos as diferenças e também funda a aceitação do diferente como cidadão de direitos e deveres e favorecer melhor escuta à maior riqueza humana, a diferença: "A análise da constrição e da cooperação - os dois tipos de relação social que Piaget estudou – forneceram mais evidência à proposição de que formas diferentes de interação produzem lógicas diferenciadas". Não há muitas alternativas para a vida em sociedade que vencermos a lógica utilitarista e competitiva dessa sociedade do consumo.
Neste sociedade pós- moderna os estudos de Vygotsky e Luria tem pouco valor, pois o biologismo poda e exclui o poder das relações humanas, como a mãe-bebê, precisamos resgatá-la como meio mais que curativo, preventivo: (graças) "a estes estudos hoje nós podemos afirmar que tanto o conhecimento como a mentalidade do sujeito do saber que lhe corresponde são organicamente vinculados ao contexto social da comunidade em que eles são produzidos".
 Portanto, o conhecimento das mães de filhos com TEA não pode servir apenas para elas precisam ser estudados e disseminados.   Pois, o saber é amarrado a uma comunidade e seu contexto, segue-se a derivação quase óbvia que os saberes variam. Há um número infinito de formações sociais que produzem um número infinito de formas diferentes de saber. 
Por outro lado, sabe-se que a partir de "Durkheim e Piaget era claro que formas superiores de saber, encontradas em adultos e populações “civilizadas”, deslocariam formas primitivas, encontradas em crianças e povos “primitivos”". Aqui vamos a autora vai além do valor do adulto ( aproveito para citar a mãe), e onde me apoio para citar a virtudes de nossas pessoas com TEA, precisamos as escutar e favorecermos suas experiências, isso para melhor lidar tanto com as diversas formas de autismo, como também as psicopatologias. E quicá, aprendermos mais sobre nós de fato,através do amor às diferenças.
Lévy-Bhrul, me dá base para afirmar que se cada pessoa com TEA é única e produzem ela com sua mãe forma particular de viver a sua realidade dentro do espectro, podemos com cada vivência, aprender mais sobre a riqueza da vida humana, através da aceitação das diferenças, assim, este autor, "demonstrou que lógicas diferentes não são mutuamente excludentes e não operam sob o imperativo da substituição". 
Neste sentido, Vygotsky  coincidia  com ele na noção mais fundamental de que "a transformação do saber é descontínua e não há substituição nas formas do saber, mas co-existência" (parafraseio co-existência das diferenças).
Segundo Moscovici, "os saberes coexistem e podem ser contraditórias, mas isso não é um problema se nós abandonamos a lógica formal e sua dualidade ao concebê-las como opostas e abraçamos uma perspectiva dialética". Neste ínterim, cada dialética entre mãe- pessoa com TEA, nascem, portanto, novas riquezas humanas e dessa interação nascem novas formas de viver com maior dignidade.
A autora, baseada em Moscovici, "o conceito de polifasia cognitiva mostram que todo saber é produzido em uma relação entre sujeito-sujeito-objeto, no tempo e no espaço. O entendimento dos saberes e de suas múltiplas lógicas envolve o entendimento da representação, enquanto um sistema de relações psicossociais que envolvem".Neste sentido,portanto, ela é enfática  "o saber é sempre obra de uma comunidade humana e, portanto, deve ser entendido no plural". 
Enfim, posso afirmar que ninguém melhor que cada autista pode ensinar o que é o TEA e mesmo suas mães que são as suas melhores alunas, não sabem quanto eles sobre o que vivem. Então, nessa relação de poder mãe-filho com TEA, temos que favorecer que eles sejam os vencedores. Eles livres dos nossos desejos,nos libertaram de certos limites que nos podam a vida.
E é nesse posicionamento que temos que os libertar favorecendo  como a autora conclui seu artigo e aproveito para findar essa reflexão:  diálogo entre formas diferentes do saber não apenas é possível como é desejável; se o que todo saber deseja é, de algum modo, dar sentido ao estranho, isso significa dizer que todo saber é capaz de encontrar a estranheza do outro desconhecido e mediar as diferenças que encontra.

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(Jovchelovitch, S. “Psicologia Social, saber, comunidade e cultura”  Sandra Jovchelovitch London School of Economics and Political Science)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O ESTRANHO VAZIO DEIXADO PELO DESEJO DO OUTRO: SOLIDÃO ( TEMA DO CICLO DE PALESTRA EM NATAL)


Se na primeira palestra dialogamos sobre inteligência emocional das mães de filhos com o Transtorno do Espectro Autista - TEA, que elas usam para saber lidar com tamanha demandas junto às pessoas com o Espectro e, devido a tantas responsabilidades muitas são acolhidas pela solidão e tantas outras, talvez a maioria, pelo frio do abandono. 

Mas que, as que são acolhidas pela solidão, se se perceberem biopsicossocioespiritualmente, poderão aproveitar do momento particular, para encontrar na saudade do futuro, reencontro com seus sonhos de menina, paixões de moça e desejos de mulher, vida para além de esposa e mãe.

Todavia,  as que deixadas ao abandono, podem ser resgatadas em suas
demandas (facilmente confundidas com o próprio autismo), afim de se separarem deste rótulo e para poderem enxergar a si e ao seu filhote, assim não mais se sentirá só, poderá libertar a si e a ele, da discriminação adoecedora. 
Com esta introdução, caminhamos nesta segunda palestra até a agressiva invasão do desejo do outro sobre cada um de nós. Para exemplificar, basta lembrarmos como que para alguns, os desejos de nossos pais podem ser difíceis de satisfazer. Imagina,  um casal de médicos, pode desejar que o filho também o seja, porém, quando este se ver dono de seus desejos, pode não se encontrar feliz em cumprir tal compromisso, por assim dizer,o prazer dos genitores. 

Para além deste contexto, é, pelo menos, duplamente frustrante, para pais de um filho com o TEA. 

Pois, sabe-se que nem todos entre eles, são favorecidos em seus desejos, por estes serem avassaladores e, até porque poucos são entendidos, para serem ajudados, então como realizar o desejo dos pais?
No caso da mãe, pensaremos pelo viés do contexto socioafetivo e familiar. Sabe-se das históricas e antropológicas distorções do "famigerado instinto materno" citando uma mãe, onde culpam a mulher por boa parte das mazelas dessa sociedade. 

Essa culpa referente ao filho com TEA se personifica mais evidentes em relações frágeis, famílias desenformadas e de afetos desestruturantes. Estas, evoluem, assim, para o isolamento da genitora em cuidar quase que exclusivo do filho, chegando ao ponto de esquecer de seus desejos de mulher, assim é (de)negada o gozo de sentir desejada e desejante. Basicamente, algumas delas, nem se percebem que elegeu, de alguma maneira, erroneamente o companheiro, aquele que a deixou imersa ao demandas do  autismo, abandonada, porque o TEA se tornou instrumento de sacrifício e escravidão aplicado por alguns "parceiros"  e "certas famílias". Coloco entre parenteses, para reforçar que muitos deles nem percebem que assim agem.
Conscientes  ou inconscientes, agem como juiz e algoz dessas mulheres, que as julgam, condenam e as executam. Ciclo silencioso de real violência sexista, hoje com nome eufêmico, doméstica.
Enfim, neste segundo encontro vamos pensar um pouco como (re)voltar para se sentir, morando em um corpo de desejos que alimentam o bem estar na alma e, mesmo que esta sociedade não aceite, elas são donas também de uma espiritualidade, fonte única  para retomar aos sonhos, desejos e prazeres para além de esposa e mãe. 
E onde está o desejo violento do outro contra a mãe de uma pessoa com o TEA? 
Está em  negar a realidade dela como dona de desejos, prazeres através de sua vida própria, quem nega isso, abre-se para o real adoecimento e demais sofrimentos, do que chamei de sacrifício e escravidão.
E este é o pano de fundo de nosso próximo diálogo!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Enquete: Você já chorou diante do autista,conclusões e pensamentos sobre a inteligência emocional.







A fim de refutar teóricos e provar que a empatia e o altruísmo é base na forma do autista se relacionar com tudo e todos, foi lançado um enquete no Blog Olhar Azul, sobre chorar diante do autista. Na pesquisa informal percebeu-se uma prova da inteligência emocional que sustenta em mim a consciência de que o autista  é o ser mais evoluído de nossa condição humana biopsicossocioespiritual.
Foi perguntado se ao chorar diante do autista e dado seis respostas possíveis:
a) Eu nunca chorei diante de meu filho astista (11% das respostas);
b) Sim, mas ele não reagiu ao meu choro ( 0% das respostas);
c)Sim, ele também chorou comigo (22% das respostas);
d)Sim, ele tentou me consolar ( 55% das respostas);
e) Sim, ele reagiu com comportamento estereotipado, ou comportamento incomum, demostra sofrimento ( 0% das respostas);
f) Outras ( 11% das respostas).
As pessoas que afirmaram que não chorarão diante de seus filhos ( 11% das respostas) parece-me, pelo menos duas coisas, ou que não estão emocionalmente capazes de demonstrar sua verdadeiro estágio biopsicossocioespiritual, ou seja, precisam aprender sobre sua inteligência emocional,quero dizer, precisam aprender a gerenciar sua melhor e mais estruturante inteligência, a emocional, que as prepara para a vida e não apenas para a utilidade identificada pela sociedade. E, a segunda, é que podem estarem perdendo a oportunidade de perceber quanto o autista, em questão, é rico em comunicação e, portanto, descobrir a linguagem por ele usada, possivelmente, seja a emocional, expressa melhor em suas esteriotipias. Sobretudo porque não  que se comunicamos apenas  verbalmente ou pela forma intelectual que comumente foi convencionado. Tudo no mundo se comunica conosco, o autista sabe e sente isso. Nossos ancestrais se comunicavam pela e com a natureza e transmitia o conhecimento oralmente. Depois descobriu-se a gravura e há quem diga que ali era uma forma de se eternizar, além  de se comunicar com estraterrenas formas de vida, mas enfim, chegamos a escrita. Porém, tudo para desenvolvermos outras regiões mentais, todavia, da mesma maneira que fomos dominando nosso cérebro e a natureza, fomos nos afastando de nossa maior essência, o biopsicossocioespiritual. Creio que o autista é o presente da Deus através da natureza para salientar a nossa humildade de percebermos que nada sem Ele somos. Pois, já citei que impomos em nossos filhos os nossos desejos como se pudéssemos nos eternizar através da vida deles. Mas isso ocorre porque a sociedade nos ensina que temos que ter para ser, entretanto, também eu dizia anteriormente, que nada somos, apenas estamos.
Esse conceito de ter para sermos é a pior e mais danosa mentira que nos impõe essa sociedade. Por ela, não vivemos com ou para os outros, pelo contrário, nos relacionamos apenas com os que nos favorece e negamos tudo que nos frustrar. Mas, esquecemos que o amor que nos forma para a vida se baseia no não e na falta.
Um exemplo dessa negativa, é se os autistas diante do choro das mães não reaguisse ou reagisse com sofrimento ( 0% das respostas), se eles agissem assim, as levariam a perceber suas baixa interação afetiva e as provocariam a buscar meios para ambos desenvolver tal modalidade de relacionamento. Sabemos que o que nos falta nos mobiliza a buscar e nos desenvolver,isso a partir do nosso desejo, porém uma outra mentira social é que muitas vezes obedecemos desejos alheios aos nossos e por isso desejamos em parte,então, não entendemos porque não conseguimos certas coisas. E ainda, os nãos dessa vida nos fazem perceber que precisamos em nós, através do Divino, percebermo-nos auto-capazes para a vida e não elegermos o outro ou coisas quaisquer como fonte de paz e amor. Pois, se fomos formados obras perfeitas, nada além de nós é responsável por nossas conquistas. As pessoas e todo o universo que nos circunda apenas são prova disso e não objetos para manipularmos a nosso bel prazer, são obras divinas e assim devem ser amadas.
Interessante seria saber o que significa os 11% das respostas de Outros ( letra e). Mas o mais significante é que 77% das respostas ( 55% de autista que tentaram consolar quem chorava diante dele e 22% daqueles que disseram que o autista choravam com eles) provam muitas de minhas convicções de que os autistas são a prova  evolulutiva de nossa condição humana biopsicossocioespiritual: eles são mais altruístas ( amam sem pedir a quem e também ao que lhes dão dor) e são empáticos ( sentem e se colocam no lugar do próximo). Claro vocês dirão que essas pessoas que responderam podem estarem recebendo tamanha virtude dos autistas porque lhes dão amor ou mero cuidado.
Mas, imaginando o que como na Pesquisa O autismo que Estamos Falando, referido nas quatro postagens anteriores, que os autistas preferem se relacionar com adultos e evitam situações estressoras me fazem perceber que eles selecionam situações e emoções que os  favorecerem. Pois, e se eles relacionam menos com crianças é que essas possivelmente menos demandam sofrer e tem menos conflitos nessa vida, tanto que quando crescem aumentam o sofrer; e por outro lado, os adultos além de sofrerem, na maioria sobrevivem como se não contentes com o que construíram. E, são estes responsáveis pelos sentimentos contraditórios e adoecedores no contexto social(poluições):mentiras, intrigas, desejos de poder, guerras, destruições, mortes etc. E impõem tais demandas aos filhos, não  por querer, mas também  estar em tão sofridos que nem se percebem adoecendo e adoecedores, portanto, não  há  culpados e sim vítimas.
Então concluo que os autistas são melhores altruístas e empáticos por amar a vida, mesmo que esta o invada tão violentamente, creio que ao desenvolverem-se eles se tornam mais verdadeiros e mais libertos dessas formas sociais adoecedoras. Mas para isso precisaria de melhores dados, junto a autistas adolescentes, jovens, adultos e idosos.
Todavia, o prognóstico de acordo com o resultado desse enquete é que eles ao desenvolverem-se serão mais amáveis e fortes, porque só exala amor quem é livre dos vícios dessa geração, pois se eles reagem as dores dos que lhes circulam é para os consolar e semear harmonia através da paz. Como dizia na postagem anterior, só damos o que queremos receber e os autistas praticam essa inteligência emocional, eles não só gerenciam suas emoções, como as usa para homeostase universal, ou seja, para o equilíbrio através do melhor galardão divino: o amor.


domingo, 4 de outubro de 2015

BIOPSICOSSOCIOESPIRITUAL - O ESPIRITUAL, o agregador dialético da inteligência emocional, único canalizador de qualidade de vida da condição humana.


Fechando o ciclo da pesquisa O Autismo que Estamos Falando,passamos pelo biológico, onde nas mães foram vistas as marcas do (des)etendimento da fala no corpo austista; devido a isso, fomos ao psicológico sofrido delas, creio, que por elas não se comunicarem com as expressões esteriotipadas, que são falas emocionais e montam uma comunicação rica de significado. E assim, o austismo pareceu-me interferir, de alguma forma, na interação familiar. E enfim, esse complexo, reverberado no social, onde a ainda, precária inteligência emocional tende a levar sofrimento tanto o austista como a sua família ,quando o autista não é visto como um ser biopsicossocioespiritual.
Nesta postagem, foi interrogado às mães questões existenciais, ou seja, o que chamo de espirituais, no tocante para além das demandas que nossa psicologia pode expressar. Foi interrogado sobre a gravidez, sobre os afetos sentidos, as esteriotipias percebidas, as evoluções e o que elas achava que eu deveria ter perguntado e não abordei. Na realidade, esta parte da pesquisa visou que as mães falassem sobre seus sentimentos que ultrapassam suas razões e percepções, ou seja, buscando colocar o meu inconciente em contato com a dela, no não dito.
Elas, quanto as gravidez cinco delas responderam que "Não foi planejada" , que somado ao ao fato que duas planejarão a gravidez e mesmo assim,  quanse todas "esperávamos um menino " (4 citaçações) e uma menina ( 3 citações) não só mostra uma contradição, mas sobretudo, que os pais, não necessarimente planejaram mas, se sentiram, através do livre arbítrio, com poder sobrenatural de determinar o desejo dos filhos.
E isto, será existencialmente confrontado com o dignóstico e também com a implicações das esteriotipias e meios de se relacionar dos filhos em seu modo intimamente único. Mesmo assim, três mães pontuaram, que as expressões afetivas dos filhos são "carinhosos", "beijos e abraços"  (duas citações). Mas que também, "afetos expressos comportalmente"  e "todas as expressões de crianças atípicas" ( ambas também duas citações), podem ser sinais de que os pais encontravam-se ainda conceituando que significaria uma ausência de projeto para o filho ampliado com o autismo.  
Estas duas últimas citações denotam ainda mais o determinismo do auto-amor de cada genitor em impor seus desejos sobre seus filhos, mas que natural, pois todos queremos o melhor para os filhos. Todavia, ninguém é igual a ninguém e o autista prova que somos cada um de desejos subjetivos, que precisam ser favorecidos e não barrados, ou seja, o filhote é um mensageiro da liberdade dos conceitos construídos socialmente: O da marternagem e paternagem que responde a regras do consumo, vejam as escolas que ensinam apenas para o trabalho, este que mais adoece o ser humano. O autista não se bitola a estas regras eles como um ser mais evoluído tem suas necessidades determinadas por seus desejos (campo hiper focal ) que é peculiar a cada autista espiritualmente, pois não nasce do determinismo dos pais e muitas vezes e averso a estes.
 Vejamos que o desejo dos pais nem é percebido, pois quando perguntado quais foram as esteriotipias percebidas precocemente  respostas como "Não responde(...)Não escuta (...) Pouca expressão e recepção (...)Fuga visual" baseados nas perquisas que dizem que estes comportamento são possiveis sinais de evitação ou de tentativas de equilibrar os estímulos intensos por eles sentidos, como "sons e barulhos" ( foram citadas por 3 mães); mas também são moduladores afetivos ( vejam que a fuga visual) pois pelo olhar falamos do espirito à alma. Enfim, estes dados  me fazem especular que os nossos autistas têm um determinismo espiritual acentuado, pois sabem se defender dos desejos, medos e frustrações dos pais e daqueles que não os buscam entender.
Estas atípias comportamentais também sustentam o que lhes falei da tentativa de equilibar as tantas manifestações que lhes atinge e que ao desenvolverem-se eles encontraram meios para funilar tantos estímulos: "Sem noção de perigo, Picos de raiva, Gritos,Mexe os dedos/mão, Balanços das mãos  discretamente" . Mas temos aquelas que eles não suportam e reagem como pode "Auto machucões", talvez tentando cessar o estímulo ou a reação reflexa dela; inclusive, também podem testar o amor daqueles que dizem o amar:"Machuca o pai/mãe" a fim de que estes possivelmente possam entender o que eles estão vivenciando internamente e sabem que estes não reagiram imaturamente o agredindo, pode ser por isso que  eles têm "Pouca relação com crianças".
Mas algo que é provocador é a pauta de evolução sentida por cada mãe entrevistada, desesperançadas nãos sei, mas sim de baixa percepção da condição humana biopsicossocialespiritual , pois suas inteligências emocionais parecem não tão treinadas porque apenas uma falou "são tantas ( as evoluções) que não consigo enumerar". As demais parecem submissas aos ditames socioambientais como se nós nos ressumissemos ao que esta sociedade doentia cria para a si próprio limitar, " toda e qualquer evolução é uma grande evolução (...) Socialização e falar ( duas citações cada), imitação e auto cuidado".
Claro, pode soar pedantismo de minha parte, mas para especular que precisamos evoluir para melhor inteligência emocional é preciso perceber que em nossa peculair condição humana, somos todos faltantes e, por isso, queremos que nossos autistas nos der certas satisfações. Mas, não achas que eles já são demasiadamente demandados pela natureza de sua condição peculiar? Temos mesmo que os sobrecarregar ainda mais? Isso não é sinal que nos estamos ainda imaturos? E se concordas, estas a meio passo de perceberes que estamos em desenvolvimento e esse processo é contínuo de aceitar que estamos sós e sem nada para a caminhada, vejo o fenômeno morte, doença, dor etc, podem até sentir conosco, mas nunca como nós. 
Inteligência emocional é saber lidar com as emoções que vivemos e somos envolvidos na condição humana que estamos em cada contexto. Um bom sinal de boa inteligência é não impor ou esperar que o outro nos retribua o que doamos, ou seja, amar sobretudo, as adversidades e perdas, onde amadurecemos quando não as evitamos e entedemos as suas informações e nos libertamos do falso amor egoista, tudo existe para nosso bem e, se fugirmos das dificuldades, sempre estarão lá nos esperando para ensinar algo e fazermos mais que nossos medos e limites.
Essas mães apesar de minhas construções críticas nascidas das vivências delas com seus autistas, ensinaram-me tanto que no final do questionário solicitei a elas perguntas que eu não fiz nos quatro blocos de indagações biopscissocioespirituais, e ao fazê-las, ficou mais nítido quanto elas são evoluídas em suas condições humanas e estão desenvolvendo suas inteligências emocionais.
Algumas delas denotando consciência das responsabilidades das políticas públicas, sobre  "Dinâmica da criança para além das atenções diretas dos pais, que meios que acessam cuidados no SUS( Sistema Único da Saúde), Plano ou particular; Que tipo de abordagem é pensada para o TEA;Psicanálise para os pais?Medicamento;O que ele gosta em lazer, e Queixas quanto ao tratamentos e educação acadêmica". Parecendo indagarem o que estão sendo ofertado para dar maior automia a pessoa autista, sobretudo, porque mesmo que elas não conceitue denotam que a questão do Espectro Autista é uma demanda biopsicossocioespiritual, ou seja, percebem a saúde como algo holístico e, carecendo de abordagem interdiciplinar e de conceito fincada na aceitação da diversidade de modo de viver e interagir na vida, mas que os direitos sim, estes que sejam iguais a todos e não que manipulem nossos desejos colocando-nos subordinados as alienações, do consumo e da aceitação de uma única estética ou maneira de vida.
Mas também, uma delas, posivelmente mais sensível pontuou, de alguma forma, que como me propouz a montar um perfil do austismo que estamos vivendo ou falando, ela pontuou minha megalomania nessa intenção, parecendo pontuar justamente que citei anteriormente, pois não existe um austismo, ou um espectro austista existem pessoas autistas. Ela consciente de que cada um autista é biopsicossocioespiritual e em evolução dialética, ou seja, que eles se redefinem como seres evoluídos que são. Elas fizeram-me perceber que agora tenho mais dúvidas e bastantes curisidades que são cada vez mais aguçada em contato com cada autista por ser imensamente os mais belos das condições humanas. Do que minha acertiva é que são nossa evolução.
Na suas condições humanas cada autista são mais adaptados a este mundo que imaginamos, apenas pelo simples modo de escolher com que se afetarem. Claro que enquanto não equilibram suas sensações, eles apenas captam tudo que lhes circurdam, mas não acolhem passivos, como toda a criança comuns, a vida que os pais lhes impõe carregados da fraquezas desses e são visivelmente seres belos em estética; e quando no social ampliado escolhem aonde se focar, mesmo que os testes de inteligência pre-modelados não os acompanhem, eles são melhores no que fazem; possuem melhores inteligência emocional e sua alma são puras, frutos de quem se comunica espiritualmente com todo o universo.
Mas essa relação holística e dialética do autista, quanto a sua inteligência emocional, poderemos ver na próxima postagem com a reflexão sobre o enquete referente ao chorar diante do austista.






quinta-feira, 1 de outubro de 2015

BIOPSICOSSOCIOESPIRITUAL - O SOCIAL: Das mentiras sociais aos sofrimentos subjetivos ou ir à inteligência emocional!

Nas postagens anteriores da pesquisa “O Autismo que Estamos Vivendo”, vimos que o biológico se expressa na qualidade de inteligência emocional (psíquica) de certa personalidade, da qual o caráter as mostra no social, ou seja, o organismo aprender das mentiras sociais meios para ser aceito em suas diferenças para sobreviver, porém, estamos aqui para viver.
Todavia, o corpo traz as marcas dessa adaptação na alma. Nisso, percebi no discurso de cada mãe um padecer, mas passível de que no falar encontrar um (re)significar, como instrumento de cura, a ela e ao autista, e assim, (re) escreverem suas biografias de maneira mais autêntica. Portanto, desde já, digo que não se trata de culpas sobre o autismo e, sim, atentar ao danoso discurso que internalizamos, quanto ao comportamento não adaptado no social, referente ao rotulado de doente dado pela sociedade.
Nesta postagem veremos este rótulo austista como pode ser adoecedor na relação social. Para tanto, perguntou-se sobre a relação do autista: com seu primeiros socializadores, os pais ou com quem ele elegeu para ter melhor intimidade e, como se dá esse fenômeno. As respostas foram muito coesas e contundentes quanto a interação afetiva dele para com os seus e, sobremodo, a quem lhes dá segurança: “afetivo, amoroso e cuidadoso em família” (2 citações); palavra admiração sugiram duas vezes “com o pai a relação é bastante afetiva também e de admiração; e diretamenteMas Afetivo com adultos” , a partir destas citações, pergunto-me que se os autistas interagem com todos, e se alguns têm prefere interagir com  adultos, seria por necessidade de proteção ou preferência de se relacionar com pessoas mais maduras? 
Porém, antes de responder “proteção”, relembro que  a palavra “admiração”, referendaram-se aos pais; que somado ao fato alguns deles se relacionarem mais com adultos não seria busca de maturidade, como outra pesquisada enfatiza  “na escola na boa e se apega a professor com facilidade, se não por maturidade  pode ser para entender o mundo o qual os adultos desenharam para ele?
Digo isso baseado na velha noção que todos os pais sonham a vida que será do filho, ou seja, desenham cenários e lhes dão papéis. Talvez , então, seja essa interação mais íntima com os adultos maturidade inata dos autistas quanto a inteligência emocional ? Ingenuidade minha? Veremos.
Eu dizia, em outras postagens que o autista opta por não interagir da nossa forma que socialmente é baseada em fundamentos limitadores da nossa condição humana e, dizia também, que a pessoa atípica  comunica e relaciona-se com a natureza e o universo  de modo ampliada e verdadeira que nós típicos. Pois bem, mas ambos, geralmente, doamos ao outro o que  queremos receber. Uma mãe disse que o filho, “abraça todo mundo”, a quem diga que um abraço cura e afasta males; e disse mais “Na verdade ele é até grudento ao extremo c qualquer pessoa”, tem melhor prova para falar em desenvolvimento, a melhor forma de viver é se doar, o que no mínimo esta criança em questão cativará com isso é respeito, esses autistas sabem disso, parece que os adultos é que não enxergam isso no comportamento de cada um deles.
As demais falas denotam a interação ampliada com a família que possivelmente estão desenvolvendo  uma aceitação sem discriminação, uma disse que interage “comigo e o pai, eu acho que é igual a de qualquer criança(...)sempre busca as irmãs para brincar”. Mas a duas delas, perceberam o essencial ao dizer que “maior afetividade com a mãe ( duas citações), talvez  porque elas veem os autistas integralmente, “As vezes muito Distante”; mas vemos outra prova de maturidade deles “momentos mais frágeis recorre a mim que sou a mãe”, talvez ainda não convencido você indagará, mas quem não procura a mãe quando fragilizado? Respondo: Não são os pesquisadores que falam em baixa interação social, afetiva e emocionalmente embotado, não seria isso prova de empatia? Veremos que as cartilhas de psicopatologia e de tantas outras visões adoecedoras do autismo estão com lentes erradas, as famílias aqui pesquisadas são provas disso.
Vejamos quanto as respostas da relação com o irmãos: Relação de cuidado mútuo (...) Tranquila”, não se espantem “mútuo” , sinal de comportamento amoroso e autoproteção. Agora, “Carência com a irmã recém nascida” e Pouca afetividade a irmão mais novo” delineia que estes dois autistas estão como toda e qualquer pessoa preocupada em deixar de ser o o centro das atenções, isso é sinal de percepção e afetação, resposta afetiva de maior probabilidade de que ambos estão amadurecendo, isso ocorrerá com maior evidência na adolescência quando todos nós um dia não só negamos os irmãos, mas, sobretudo, questionamos ao modelo com que os nossos pais projetaram para nós. Enfim, essa verdade se contempla em outra fala peculiar ao adolescente, “Carinho e agressividade”  foi uma das respostas na interação entre o autista e seu irmão. E por fim um terço disse “sem irmão” (3 citações), provavelmente isso denote ainda quanto os genitores estão aprendendo a serem pais e assim ainda conteplaram quanto estes autistas podem ter desenvolvimento comum a qualquer outro filho típico.
Enfim, segue-se resposta quanto ao ambiente socialmente mais ampliado, onde não só a choque de culturas , na escola  que nossas máscaras ( personagens) serão testadas, ratificadas ou retificadas dialeticamente, ficando assim nítido nosso eu e as mentiras sociais, supostamente necessárias.
Um dos primeiros detalhes que preocupa é que, não só aos autistas, mas a todos as pessoas de comportamento e visão de mundo diverso daquela que se convencionou comum, é que a sociedade tende a não só discriminar mas depois disso discriminar, como rotular o autista como doente, isso se dá por medo de suas próprias diferenças ( preconceito), aquelas que aprenderam a negar para serem  aceitos (discriminação) . Isto se ver no ambiente escolar e demais ambientes públicos, onde deveriam libertar mentes e atitudes, mas “A inclusão ainda é uma das maiores dificuldades (...), relação difícil” fica nítida que tais pedagogias pouco entendem do  que Paulo Freire  propõe com o fim do ensino bancário, porque este considera os alunos passivos depósitos do saber dos professores em detrimento da inclusão do universo dos alunos e suas potencialidades; a mesma entrevistada diz que o filho apenas “que precisa/intervenções”; outra  “se ele conhece a criança se socializa muito bem” outra fala “algumas vezes ela refere que não brinca com as amigas porque elas não deixam  imagina se estes profissionais nem para a inclusão servem , como aprenderão a maior utilização da educação que não é preparar para o mercado de trabalho e sim para vida estes exemplos se baseiam nessa premissa:
Indago-me que tipo de profissional, não se afeta com o sofrer do outro, que modelo de paz eles ensinam em seus lares que ao saber de “Na escola não é bem demonstrado para nós todas as reações dela (...) Com outras crianças também é um processo que está sendo trabalhado, pois ele prefere ficar isolado sozinho, não interage; E quando convidado por outros colegas logo se torna disperso. Parece-me sensato que o autista  ao notar tamanho modo de vida de exclusão na creia que seja melhor ficar sozinho, pois um mundo de adulto tão insensíveis, onde até os chamados de educadores não vejam o padecer de uma mãe “Ele tenta se relacionar, mas não sabe brincar como as outras crianças e termina se frustrando, ficando triste, que eu me meto/ tenho sucesso e outras vezes não.”.
Critico severamente porque temos muito a aprender com os autista, sobre nós mesmos, então ensinar em minha concepção é a maior virtude, portanto, o educador que não está aberto ao desafio do novo está semeando a exclusão, a maior violência que o humano criou. E sendo, cada autista um universo a favorecer cada pequena evolução em convivência é uma dádiva, vejam o pouco que cada mãe pede, mas para elas são verdadeiras bênçãos, tais conquistas“em ambientes que não conhece precisa de ajuda para se relacionar, apenas ajuda, para que estamos juntos se não para partilhar a vida?
Uma das declarantes vive em uma realidade mais privilegiada, mas seu discurso serve para percebermos que até onde existe melhores acolhimentos temos muito a aprender com o autismoapesar de existir a professora auxiliar esse papel não está tendo tanto êxito (...)Boa interação na escola, as vezes resiste mas os alunos insistem ela cede ”. Mas a realidade é mais difícil para grande maioria pois as peculiaridades de cada autista desmonta a mentura de que somos todos iguais, pois iguais são nossos direitos, somos todos únicos, cada um tem sua rotina peculiar em si, uma outra mãe disse que o filho tem “ êxito sem crise desde que estejam na rotina”.
 E como toda a condição humana existe falsas formas de lidar com a vida, como a piedade “Devido ao autismo todos o superprotegem”; tem as “Relação excelente”, mas como saber se para ele é se não pelos nossos olhos que talvez essa penalização é para evitar ou afastar que o autista “Oscila” “Belisca/morde”,  todavia são todas reações comuns a todos nós:
 Quantas vezes não queremos puxar cabelos de pessoas que agem em insanidade, ou xingar aquele estúpidos no trânsito etc. e não fazemos, guardamos as energias ruins que deviam ser canalizadas a quem as provocou, ou usá-las para algo produtivo e, por não darmos vazão, chegamos em casa tensos e descontamos em quem não deveria. Ai, nos culpamos e magoamo-nos e, se não nos percebermos,  essas situações vão tomando uma dimensão que nos tornam maus conosco e com o que amamos.
Frutos das regras sociais que aprendemos que temos que ser socialmente aceitos, negando o que nos dói. Mas tem outros meios para lidar com a vida social que nos rodeia, ao menos dois caminhos para nossa inteligência emocional. Um já foi dito, pegar toda aquela energia agressiva e canalizar para algo que possa descarregar sem causar impacto a ninguém. O problema dessa forma é que nem sempre você saberá conter  a emoção no contexto factual. A outra é se conhecer melhor  seus limites, colocá-se no lugar dos outros e, empaticamente veras quanto somos (in)evoluídos e até bastante imaturos.
Isso, refere-se de aprenderes sobre as diversas mentiras sociais, das quais saberás com mais qualidade uma das minhas teses, a de que os autistas não são bestas de quererem interagir com esses adoecidos desse mundo que se sustenta em mentiras.
Enfim, concluo sinalizando que neste contexto, o social onde aprendemos meios de esconder nossas diferenças e por isso adoecemos e se não nos apercebamos perderemos o belo do infantil, o apaixonante do adolescente, a inovação da juventude e caímos na gana de dinheiro do adulto e (des) evoluímos e quando idosos não desfrutaremos da sapiência mais evidente nessa fase.
 Então, nosso biológico será uma carcaça apenas que esconde o vazio da alma, uma psique desidratada onde de tanto vivermos no desejo alheio, morre o espiritual. Esta última que veremos na próxima postagem, para posteriormente especularmos como desenvolver a inteligência emocional.







sábado, 19 de setembro de 2015

BIOPSICOSSOCIOESPIRITUAL - BIO 2



Na postagem anterior citava minha percepção que as mães sempre serão mais importantes que certos profissionais e pesquisadores, pois elas afinam suas sensibilidades todo dia com o autismo. Mas parece que elas poucos são escutadas e acolhidas por certos profissionais tanto que nestes dados, um terço dos filhos estão sem diagnóstico, a maioria o receberam tardiamente e a diversidade de possibilidades de acompanhamento sem interdisciplinariedade (citação) é assustadora, várias ciências sem dialogar e sem necessariamente ter um tratamento do autismo efetivamente definido.
Então, como se dá os acompanhamentos farmacoterapêuticos sem fechamento do diagnóstico; e se a maioria dos sintomas estão acolhidas pelas diversas terapias, possivelmente alimentam angustia das declarantes e ansiedades e outros sofrimentos aos filhos? Especialmente, se além dessa desinformação lembramos que os sintomas do Trastorno do Espectro Autista - TEA são comuns ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH, retardos mentais, esquizofrenias e etc. Afim  de especularmos críticas, aqui dividimos os sinais em seis perfis:
Tabela 1 - As comunicações Bioverbais
Estereotipias
Emocionais
Cognitivo
Interação
Biológico
Reativas
3"flaps" as mãos
Gritos
Baixa Intelectualidade
3 Baixa socialização
Epilepsias
5 Birras
Sons repetitivos;
Fica agitado com o vento
Respostas desconexas
3 Sem oralidade
Convulsões

Girar sobre si
Autoagressão
Fala de si na 3ª Pessoa
3 Baixa Recepção auditiva



Convívio com adultos

2 Desvio visual



Choros

Atividades restritivas


OBS.: Os números são a quantidade de citações
Pensamos que as estereotipias (5  citações) podem denotar, o que alguns autores indicam, expressões, formas de comunicação corporal, para aliviar ansiedades ou buscando satisfação. E se assim o é, tais dados coligam-se com as expressões emocionais, como algo que precisa ser interpretado antes de excluídas com remédios e outras técnicas, pois sem entender suas razões e ignoradas, podem virarem meios de aprendizados manipuladores, ou seja, birras e desobediências, todavia, se apenas esquecidas apareceram outros sintomas cada vez mais bem elaborados.
Então, sugiro que os pais trabalhem para entender as mensagens emocionais que os filhos expressam, exercitem a inteligência emocional, sobretudo, porque as reações deles podem ser neurais, psicossomáticas, comportamentais, porém, sempre vividas, socioafetivos. Sobretudo, porque os dados cognitivos e biológicos citados justificam a necessidade de entendermos os limites na interação deles com o mundo (9 citações).
Especialmente porque a interação social desde quando nasce o filho, antes mesmo de ser diagnosticado, a relação é sofrida e isso é uma base dos indicadores de adoecimento primeiro da mãe, cuidador, pai e demais parentela que lida diretamente com o autismo, porém, quando não entendidos o comportamento atípico podem evoluir e ou são confundidas com birras e desobediências (5 citações).
Todavia, especulo que necessariamente, sejam mensagens expressas emocionalmente vistas nos choros, autoagressões, gritos etc. Fruto de uma angustia precocemente sentida demandada a uma variedade de profissionais, sobretudo, a de Fonoaudiologia (8 citações), seguida por neurologia e psicoterapia e terapia ocupacional (4 citações). Mas essa necessidade de entender o filho apenas verbalmente pode cegar ao que a emoção se expressa através do corpo do autista. Especialmente porque verbo não expressa, por si só o que se sente. E mesmo, o educar que é levá-lo à vida de um mundo constituído de relações perversas, onde quem não tem um vício adquire um para sobreviver, podemos os colocar tão vulneráveis  sem trabalhar a inteligência emocional, nossa e a deles?
Os dados que seguem são para provocar reflexões e pensarmos e, os cito com a mente aberta para críticas, e serão bem acolhidas. Bem, deixando as desculpas de lado, pensemos: Sendo as emoções dos filhos que não verbalizam meio de comunicarmos e mutualmente nos entendermos, os pais ao buscarem abordagem,  que adestram o comportamento, os educam como se eles não viessem a expressar suas angustias de outras maneiras cada vez mais complexas, se não trabalhadas com toda a família e em sociedade,  então,  pergunto, assim, não se distanciamos, ainda mais, do que eles comunicam através de suas emoções?
Tabela 2 As terapêuticas buscadas

Psicológica
Médica
Psicopedagógica
Alternativa
Melhor aplica -se
Diagnóstico
dado por
Psicoterapia
4
-
-
-
-
1
ABA
2
-
-
-
4
-
Psicanálise
1

-
-
-
-
Fonoaudiologicas
-
8
-
-
1
-
Psiquiatria
-
2
-
-
1
1
Neurologia
-
3
-
-
-
3
Neuropediatria

1



1
Medicamentosa
-
1
-
-
-
-
Ter.Sensorial
-
1
-
-
-
-
Ter. Ocupacionais
-
-
5
-
-
-
Psicopedagógicos
-
-
4
-
-
-
Pedagogo
-
-
1
-
-
-
Ter.Montessire
-
-
1
-
-
-
TEACCH
-
-
-
1
-
-
Hidroter./na.
-
-
-
3


Equoterapia
-
-
-
2
-
-
Brinquedot
-
-
-
-
-
-
Música
-
-
-
-
-
-
Judô
-
-
-
-
-
-
Interdiciplinar
-
-
-
-
-
1
Sem diagnóstico
-
-
-
-
-
3
Obs.: A referência vertical: cor amarela (acolhimento psicológicos); verde: médicas; azuis psicopedagógicos; bege alternativos e rosa interdisciplinar;
A referência horizontal duas últimas se refere ao tratamento que na visão das pesquisadas quem melhor acolhe as demandas dos filho e quem deu o diagnóstico.
Um dado que tem relevância, é o fato que primeiro a neurologia (3 citações),  indicaram o diagnóstico ( uma delas ainda não fechada) somada com as três em vermelho ( 4 citações) e, como citei na postagem anterior, onde está a pediatria, a porta das demandas infantis, que teria muito a contribuir junto as crianças com sintomatologia autistas se focassem ao que  as mães dizem, mas, nesta pesquisa, esta especialização ausentou-se ( salvo 1 citação de neuropediatra).
Enfim, concluímos que demandas biológicas,  que é no corpo onde se localizam as marcas e nomes que damos a nossa dor, a do autista é encoberto pela preocupação e medo das genitoras e seus familiares, devido a marca da discriminação, com nome sem o local  para tratar e, desta presença apenas manifestada no social causando grande sofrimento psíquico que só podemos saber a partir do relato bem acolhido das mães. E o pior, sofrimento quase que perene por profissionais que não se fortalecem no diálogo das ciências.
Todos ficam cegos a estes relatos cheios de emoções que precisamos corporificar,  em busca de dignificar a pessoa autista como todos detentores de direitos humanos de respeito, a vida através do empoderamento que só se concretizará a partir do discurso dos autismos e de quem entende e vive com cada um deles.
Mas dar corpo ao autismo é apenas para ambos viverem de fato, mãe e filho, e claro que tem que buscar atenções e acolhimentos para as pessoas autistas, pois a vida é mais que autismo. Buscaremos pensar nas demandas psicológicas a partir da próxima postagem. Onde refletiremos que personalidade estamos contribuindo no desenvolvimento de cada pessoa autista.
Para portanto, não atarmos mais o desenvolvimento a dor que supomos que eles viverão, pois todos, inevitavelmente amadurecemos nas faltas. E enfim, tratarmos das mães, pois elas têm mais chances de oportunizar aos filhos melhor inteligência emocional, exercitando com eles, as delas.

A MORTE PEDE CARONA: ADULTOCENTRISMO E INFANTICÍDIO, NÃO SÓ SOFRIDOS PELAS PESSOAS NO TRAÇO AUTÍSTICO

Repensando sobre tudo que contribuem para a despersonificação de cada ser, penso que a partir da impossibilidade de alguns entre os ad...