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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PATERNAGEM E O DESEJO INCONSCIENTE: ÚNICO CAMINHO, A SATISFAÇÃO.


Pensando sobre o desgaste que o amor desinteressado, amar por amar como única forma de viver, tem sofrido, especialmente na ética das relações íntimas, fico a me indagar a que evolução a sociedade contemporânea se gaba.

Como sou daqueles que pensa a saúde como bem estar social, mental e físico, ao qual acresço o espiritual, em todos os sentidos, acuso que, sinto quanto devoluímos drasticamente, pois estamos pulando as cegas a um precipício sem precedentes e sem onde se segurar caímos em nosso pior, denso e profundo buraco que desconhece seu fim.
Vejamos, temos entre nós pensadores da saúde mental que há muito, para ajudar a sociedade entender a noção de bem estar e qualidade de vida, dizia que nas relações formadoras das subjetividades, os filhos seriam o sintoma da família.
Pego essa noção e traduzo a partir de Freud, que para exemplificando que não dominamos nada, nem nossos próprio conjunto biopsicossocioespiritual. Nisso, Ele não citou esse neologismo, mas sim o conceito do inconsciente e informou-nos como este nos rege, para o explicar, formalizou-se a noção de iceberg. Na qual, a ponta exposta é a consciência nossa dos conceitos que supostamente domamos, a lâmina da água seria a nossa pre-consciência e, a grande parte da pedra de gelo submersa seria o nós mesmos que não acessamos e, sim, somos domados.
Assim, parafraseando essa metáfora freudiana aos atuais debates de saúde, penso que se o filho é o sintoma dos dilemas familiares, facilmente vejo-o como a ponta do iceberg, enquanto a lâmina do mar seria as descobertas recém chegadas do inconscientes ( chegadas então pré-consciente) feitas e vividas, ou sobrevividas pelas genitoras diante das dores provocadas pelo genitor como se domado por forças dantescas, por todos desconhecidos mas que busca o prazer imediato e total, como o inconsciente é.
Notadamente, os homens, diferente dos ainda machos, têm evoluído em perceber quanto seus desejos silenciados, porém evidentes em atos egoístas ao máximo, têm dizimados paz em tantas gerações, por que não dizer de toda história da atual humanidade. E assim, alguns evoluem de machos a homem e lutam contra os impulsos que o domam.
Assim, traduzo que nossa melhor referência desse inconsciente desconhecido e temido por puro desconhecimento é a relação desigual de poder. Esta tem sido responsável por genocídios, infanticídios, entre tantas outras formas de se matar. Atualmente chamamos de feminicídios, genocídio da juventude negra, marginalização dos que têm precário acesso aos direitos e, têm acesso contínuo as prisões e subempregos que são os eufemismos para a escravidão.
Então, o inconsciente sendo o maior vetor do ser humano, onde nasce as pulsões, ou seja, os desejos, precisam ser estudados e acessados. Isso por aqueles que precisam viver, ou seja, amar e ter paz. 
Estas relações que devem ser nossa evolução. Estes desejos inconscientes tem que ser domados para não mais escravizar a quem não os controla por pura ignorância, simplesmente não o conhece.
Seria solução, naturalmente não, pois o desejo advindo do inconsciente além de ser enormemente incalculável, ele é atemporal.
Mas ele tem um único norte, a satisfação. Conhecendo-se pode-se viver mais em harmonia com seus próprios demônios. Ignorar suas existências é sinônimo de loucura.

sábado, 13 de agosto de 2016

O DIZÍVEL

O dizível
A única função  do cuidar, creio que seja o de tornar possível  a simbolização da dor de viver e ser livre do desejo alheio, sensações  invasivas sentida por  nossos dependentes.
Enquanto eles se  permitirem a suposta  orientação,  pois prefiro exercitar uma tal de liberdade assistida, na qual, - processo que  também supõe  Ferrari, expoente contemporâneo, visivelmente baseado em Winnicott -, pode-se assistir certos ganhos para além da funcionalidade, uma certa independência.
Mas, para isso, a fim de ir além dos desejos alheios e da orientação que alcança apenas uma precária autonomia funcional, sustento fé no brincar  como viés  para ir do Imaginário  ao Simbólico ante a dura vida do e no Real.
Nisso, também, especulo  que  ao brincar,  não necessariamente, com e como concebemos  utilidades aos objetos comumente usados, especialmente  porque somos todos e temos  diferentes  maneiras de realizar e nos satisfazer  em desejos. Que não  criou usos diversos com um único objeto? E melhor,  o uso diverso  é  sinal de genialidade e não mediocridade  criativa.
Aquele  primeiro  teórico,   ao falar de quem  comumente  chamo de pessoa no traço  autista, cita a necessidade, que nos analistas temos, de ampliar nosso ponto de vista a partir da escuta do que acontece  consigo e com o outro durante  do encontro  com paciente. 
Claro  que esse encontro, brincado, é a fim de desenvolver  o Simbólico, no tocante a ajudar  aos pequenos a suportar  o Real, rascunhando do Imaginário os símbolos. Processo em que o paciente no traço  tem  que ser  observado  e favorecido a florescer. Para tanto, a intuição é  instrumento elementar. É como uma comunicação inter – inconsciente.
Neste  exercício  o lúdico deita e rola, onde  até  a ecolalia deve e pode ser provocadora ao brincar e divertir, assim sendo,  o medo ou os egoístas acertos  não  entram em questão, pois certo e errado ficou para juízes e deuses, especialmente, porque  no olhar clínico junto  a qualquer  criança, o brincar estabelece  no social  a saída  do Imaginário  através da confiança e empatia  e altruísmo sentido pela pessoa  no traço  como mecanismos  de inclusão  e pertencimento.
Mas o brincar não zombeteiro para com as ecolalias, por exemplo, mas sim para  te ter amenizar  os sentimentos dos pacientes quanto a sua participação  verbo e corporal comunicação, como também  considerando  uma forma de arqueologia  das expressões  para além  do verbal no processo comunicativo  dele em Inclusive, em ensaio-erro buscando  uma  adaptabilidade possível  a socialização, dentro e através  das emoções.
Sobretudo, que no brincar tudo é  permitido, mesmo havendo regras claras entre os brincantes respeitosas as dinâmicas  dos pares, estas regras é  base filogenética, por assim dizer, do humano  para viver como dependente um  do outro, na minha  visão  baseada em Lacan o Grande  Outro, Este como determinismo pre-onipresente, ciente e potente.
Aquele que melhor  se explica  pela cultura, onde o pai  é  tão  importante  quanto a mãe, nas divisões  de funções do e no brincar isso fica explícito, a paternidade com sinal  da lei, mecanismo  basilar para a socialização. O que  me parece falho junto às famílias de pessoas no traço(na maioria ao menos das que acompanho, falha  sobretudo, inconsciente). Enfim, para  socialização  a função  paterna  é  crucial que seja desenvolvida firme e amorosamente .
Em produção que tem muita  contribuição significativa  de Pocconi, em texto winnicotiano, falando sobre o corpo, diz que as “respostas  comportamentais insólitos  e  bizarras aos estímulos  sensoriais(...) aparentemente  incompreensíveis, sejam na verdade,   ricas de significados”, e diante  do Real apresentando  por este Grande Outro  invasor “estas  crianças utilizam para manter e proteger  certo  tipo de sistema, isolado e isolador”, no qual este amor forte presente, pode dar segurança a pessoa no traço no acesso ao pertencimento  social.
Aqui nos dispersamos  do que ela mais  a frente  vai  chamar  de “ casulo protetor “, tanto que ela, a autora reconhece  que a “criança  lança mão  de proteções manipuladoras“ ante a interrupção precoce do holding. Discordo, portanto,  pois se a criança  manipula  o meio ele interaja e adapta  a suposta da mãe suficientemente  boa. E portanto, suponho, que o Amro forte de uma paternagem, deve ser um excelente atuar para sair dos ganhos secundários nessa manipulação por parte das pessoas no traço, pois assim, prova a sua  não aceitação  a socialização, pois esta suponhe uma negação  individual  em detrimento do coletivo, ausente nas pessoas que se utilizam  da manipulação  para ter seus desejos realizados.
Aqui cabe  um adendo, quanto a essa falha. Winnicott supõe  que temos a se utilizar  de objetos transnacionais para suportar  a falta que todos temos que vivenciar  para se tornarmos quem somos. E são  estas faltas, carências deixadas pela inabilidade natural da mãe ou outra cuidadora  de nunca poder suprir todos  nossos desejos. Mas para esses  pensadores, parece-me ver as pessoas no traço  muito fortes ou frágeis   ante tais faltas. Ao  ponto  deles chamarem  de aniquilamento sentido por tais pessoas se assemelhando  ao vivido  pelos psicóticos ao lidar com o real. Não creio em estremos e sim nos contextos de como são dados a essas pessoas inserções  ao social.
Então conclui-se que não  há  culpa ante  a es a suposta  falha, pois nunca  se alimentara o desejo  por inteiro, bem como essas pessoas no traço não  se colocam encapisulada pelo  menos  de imediato.
Penso que se em suas maneiras de se adaptar e de manipular o meio encontrar pessoas suficientemente  boas para parafrasear  Winnicott pode a ajudar a suportar o peso do Real tanto na descoberta  de uma morada (corpo), gozar dele (falar), ou seja, descobrir que  ele não  é um pequeno Príncipe Tirano  e que terá  que  também  escrever seus desejos no mundo, no dizível  possível  a cada um deles, respondendo  por seu desejo e assim, escrever sua independência pessoal.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A não liberdade da mulher, contribui para a indignidade da pessoa noTEA

Dificilmente podemos prognosticar onde leva o caminho das atuais gerações, sobretudo no tocante as relações humanas. No tocante, ao fim da antiga lógica da função do pai, onde creio, criarmos o que chamo de paternagem, pois com a ampliação do acesso aos meios de produção à mulher, essa inovação se fará indispensável.
Pois, se o machismo levou a várias violações, tanto que hoje no Brasil foi instituído pela Presidenta, a lei do Feminicídio, imagino que ante a ampliação de jornadas às mulheres, elas além de serem filhas das violências mil ao longo da história da humanidade, elas de “prisioneiras domiciliares”, agora também, estão “escravas” ao mercado de trabalho, “prisioneiras em meio semi-aberto”. Em suma, são punidas por serem vítimas e agora cumprem pena mais severa, e,por isso, não sabemos que resultará deste contexto.
Sei que há séculos crianças são, depois das mulheres, mais violadas no seio familiar; adolescentes e jovens são mortos e ou abusados, com saldo contemporâneo de vítimas mais que as duas grandes guerras. E, dos que sobrevivem, muitos acabam retroalimentando o que aprenderam como meio socializador, em uma sociedade neocapitalista morrem subjetivamente, em um individualismo narcisista hedônico insaciável. Sonham alienações televisivas e se relacionam artificialmente nas redes assustados com contato humano como em uma histeria coletiva, a caminho de uma sociedade “autística”, mas em doentia auto exclusão.
Neste sentido, não sei se ainda cabe “a desconstrução da grande narrativa do homem branco, moderno e ocidental”(1), porque penso criticamente que os movimentos ideológicos parecem ilhados, como se pudessem ignorar que estamos falando de relações desigual de poder que está sim, baseado na lógica hierárquica e, crer que apenas as mulheres são vítimas, parece um reducionismo. Todas as ideologias são necessárias mais não como “autisticamente” aleias à cada momento histórico.
Afianço a necessidade da união de todos os excluídos em prol ao acesso a todos aos bens conquistados socialmente e de maneira equânime, pois quando fechados a uma causa excluímos outras.
Como, sou ativista em Direitos Humanos, e milito em bandeiras como a da pessoa no Espectro do Autismo, sinto que a unanimidade pode ser excludente. O espectro abençoa com sintomas a todos sem distinção de raça, etnia, crença, gênero, geração e renda.
Neste sentido, precisamos pensar mobilizações de excluídos onde o discurso único destes ressoe acesso a direitos não exclusivos e sim coletivos. Pois comungo de uma ciência política crítica e historicamente que estuda a subjetividade em e com a coletividade: “urge, portanto, que os psicólogos sociais contribuam para a construção de identidades pessoais, coletivas e históricas capazes de romper a situação de alienação das maiorias populares oprimidas e desumanizadas que vivem à margem da sociedade dominante e, consequentemente, levar à mudança social.”(2)
 Assim portanto, não se fala de saúde, por exemplo, sem o bem estar físico, mental e social, ao qual incluo o espiritual. E isso não se concebe sem contextualizar“(...)Trata-se, assim, de desenvolver um saber psicológico historicamente construído que se mostre capaz de compreender e contribuir para sanar os problemas que atingem as maiorias populares e oprimidas. Para ele (Martin-Baró, 1989), então, a construção teórica em psicologia social deve emergir dos problemas e conflitos vivenciados pelo povo latino-americano, de forma contextualizada com sua história”.(2) 
Neste sentido fica evidente que as mulheres que agora “prisioneiras em meio semi-aberto” do sistema neoliberal, pouco terão, como os homens que foram apolíticos, meios de efetivar ganhos reais socialmente, se continuarem alienadas aos supostos ganhos capitalistas?
No caso das mães de pessoas no espectro do autismo isso é tão evidentes que muitas que conseguem vencer as amaras do preconceito transformados em armas a partir da discriminação de ser mãe de alguém TEA, culpabalizam-se ante o Transtorno e seu estigma; ficam perdidas nos sintomas do Espectro de tantas contradições e negociatas farmacotécnicas de “a-profissionais” em suas éticas questionáveis; pois, o Autismo, o pequeno traço que o filho possa ter, precariamente se encaixa nos sintomas adestrados por uma medicina pouco preventiva, proibindo as mães, de fato, acessarem um caminho terapêutico que inclua de fato, a pessoa do filho.
Neste sentido, as pessoas no espectro, tornam-se com alguns falam, o sintoma dos dilemas sócio familiares dos discursos adultocentricos, antrocentricos, eurocêntricos (...) enfim, de homens e mulheres esteticamente seguindo modelos que não respeitosos as nossas reais características, hoje, americanizados, pois nos tornamos, ideologicamente, colônia, quintal do país ianque. E nossa medicina excludente provém dessa ideologia.
Nesse sentido não se tem razão uma pessoa no espectro e sua família lutarem isoladas visto que nessas pessoas fica nítida a dependência a suas mães, sobretudo, essas sobrecarregadas não têm meios de lutar, seja pela demanda do TEA ou a diversas jornadas. Especialmente porque muitas delas são as únicas provedoras e, pois, muitas são abandonas por homens fracos em suas condições machistas.
Portanto, as vítimas que coletivamente se levantem e se empoderem, ou seja, façam do conhecimento armas de poder articulador de atos inclusivos de direitos a dignidade à pessoa no espectro e qualidade de vida a todas os excluídos, que afinal, alcançando-se conquistas beneficiaram a tod@s.
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1. João Manuel de Oliveira Centro de Investigação e de Intervenção Social Lígia Amâncio Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, 
 Teorias feministas e representações sociais:  desafios dos conhecimentos situados para a para a psicologia social;
2. Psicologia: Teoria e Pesquisa 2010, Vol. 26 n. especial, pp. 51-64. A Psicologia Social Contemporânea: Principais Tendências e Perspectivas Nacionais e Internacionais Maria Cristina Ferreira;Universidade Salgado de Oliveira














domingo, 3 de abril de 2016

PATERNAGEM ( DE TANTO AMAR) O SER ÚNICO QUE HÁ EM CADA UM!

De fato, o paternal é o ser mais evoluído de todos os tempos, pois humildemente é aquele que foi alvo de um suposto poder em si mesmo sobre os outros e a natureza,  abdica dessa mentira e assume que nada sabe e estar aberto, através do amor, a aprender a aprender,   tentando parafrasear Morin.
O homem que decide ser paterno, passa de genitor (o que gera), vai além do pai (que mantém socioeconomicamente) e chega à paternidade, que não contente em apenas dividir as demandas com a companheira, consciente exercitará o cuidar, a paternagem, que cuida pelo menos de duas pessoas: a mulher, que geralmente, mesmo que é de fato mais forte, é historicamente tolhida por tudo e todos; e pode cuidar do filho que de acordo com a criação executará o desejos de seus genitores. 
Mas Atualmente,é a mulher que sustenta imponente a logica dessa sociedade, basta ver quantas jornadas elas têm, hoje além de manter todas as demandas da casa, dos filho e do companheiro, tem que trabalhar, além de cuidar de si mesma; é neste contexto, mesmo que quase impossível, que se  pode desenvolver a paternagem, pois a sociedade está se destruindo e não sabemos qual seu destino sem o real amor.
Esse desenvolvimento vai de filhote macho,  ao evoluir do homem, genitor, pai, paterno e, enfim chegar à paternagem, o que carece de um auto conhecimento. Isso em ter consciência e assumir que igualmente a todo ser humano sofre, padece dor e precisa de cuidado. Todavia, muitos sabem disso mas não aceitam, outros sofrem e desconhecem e, muitos, agridem e nem percebem, por estarem sofrendo, assemelhando tal qual animal acuado ataca para se proteger. A maioria  vive na defensiva.
Aquele que se abre a paternagem se verá como ilhado, a princípio, pelo menos, devido a dor de conviver, ao se auto responsabilizar pela forma que nos tratam; pois ser humilde a partir do perdão e aprender a amar verdadeiramente como o outro é e não como nós desejamos, em suma, porque os três (genitores e o a pessoa no TEA), desenvolvem uma forma padecedora de lidar com as diferenças entre si, onde o TEA vira apenas um sintoma do adoecimento dos três, nisso com certeza, o filho no TEA é o mais, se não único sadio, deste contexto.
Por outro lado na paternagem, aceitando-se ilhado, poderá através da humildade, facilitar o diálogo baseado no perdão e para além precária forma de amar. Esse diálogo será o caminho de saída da defensiva, em se aceitar como errante, mas que era querendo acertar.
Neste processo havermos de perceber três variáveis antropologicamente construídas.
Uma, é aquela que, em um processo inconsciente ou não, a imagem do homem, é imagem da autoridade e este é alvo, direta ou indiretamente, de nossos rancores advinda deste poder por quase sempre ser atuado de forma arbitrária e impeditiva de prazer estremo. Lembremos que desde cedo, o menino tudo pode, enquanto ela quase nada, apenas ser alvo.
A outra variável é que diante de todas mulher lidamos com as frustrações de origens, também inconscientes, ora desamparos devido que ela nunca nos protegerá de tudo; sentimento de preterido, porque ela um dia busca prazer para além de nós etc., são diversos exemplos, mas quase todos as colocam com alvo de nossas dores.
E a maior, no meu ver, variável é a necessidade de sermos nós mesmos, psicologicamente, que temos que matar os pais idealizados (perfeitos) ( perfeição,  das variáveis anteriores por exemplo), isso é o parricídio e o um auto infanticídio, ou seja, matar os resquícios dos desejos de nossos pais em nós, caso contrário, sobretudo, no infanticídio, ficamos presos querendo agradecer ao desejos infindos dos outros, substitutos de nossos pais. Isso fica evidente em casos que nos surpreendemos quando vemos que nossas mulheres parecem ou são o extremo contrário de nossas mães e, no caso das mulheres os pais delas. Mas não é regra tem homens que são preso ao desejo do pai e mulheres ao da mãe. E até a ambos. Cada caso, em si com suas complexidades.
Enfim, busquei enfatizar o processo do como nasce o filho no filhote, para esse fazer nascer o homem, como ser consciente e humildemente na impotência da condição humana e não arrogante de não aceitar os pais como errantes. Caso não assumimos o parricídio achamos que eles são heróis e nós iguais, nos achamos prontos, o que impede nossa permanente evolução.

Mas se aceitarmos os limites deles, os nossos serão meios para buscarmos melhorias perenemente e caminhar para uma postura mais assertiva ante nossos sonhos, desejos e projetos baseados no no caminho que eles levam ou não, no amor se for de modo mais divino, o modo de viver. Pois, como mentem o amar é muita sacrificial, quando guiados pelos sonhos
 Mas, viver é a condição humana através de amar incondicionalmente e a todos em suas formas únicas de ser e estar em evolução. Amar é uma liberdade biopsicossocioespiritual.

A MORTE PEDE CARONA: ADULTOCENTRISMO E INFANTICÍDIO, NÃO SÓ SOFRIDOS PELAS PESSOAS NO TRAÇO AUTÍSTICO

Repensando sobre tudo que contribuem para a despersonificação de cada ser, penso que a partir da impossibilidade de alguns entre os ad...