Dificilmente
podemos prognosticar onde leva o caminho das atuais gerações, sobretudo no
tocante as relações humanas. No tocante, ao fim da antiga lógica da função do
pai, onde creio, criarmos o que chamo de paternagem, pois com a ampliação do
acesso aos meios de produção à mulher, essa inovação se fará indispensável.quinta-feira, 21 de abril de 2016
A não liberdade da mulher, contribui para a indignidade da pessoa noTEA
Dificilmente
podemos prognosticar onde leva o caminho das atuais gerações, sobretudo no
tocante as relações humanas. No tocante, ao fim da antiga lógica da função do
pai, onde creio, criarmos o que chamo de paternagem, pois com a ampliação do
acesso aos meios de produção à mulher, essa inovação se fará indispensável.domingo, 3 de abril de 2016
PATERNAGEM ( DE TANTO AMAR) O SER ÚNICO QUE HÁ EM CADA UM!
De fato, o paternal é o ser mais
evoluído de todos os tempos, pois humildemente é aquele que foi alvo de um
suposto poder em si mesmo sobre os outros e a natureza, abdica dessa
mentira e assume que nada sabe e estar aberto, através do amor, a aprender a aprender, tentando parafrasear Morin.
E a maior, no meu ver, variável é
a necessidade de sermos nós mesmos, psicologicamente, que temos que matar os pais
idealizados (perfeitos) ( perfeição, das
variáveis anteriores por exemplo), isso é o parricídio e o um auto
infanticídio, ou seja, matar os resquícios dos desejos de nossos pais em nós,
caso contrário, sobretudo, no infanticídio, ficamos presos querendo agradecer
ao desejos infindos dos outros, substitutos de nossos pais. Isso fica evidente
em casos que nos surpreendemos quando vemos que nossas mulheres parecem ou são
o extremo contrário de nossas mães e, no caso das mulheres os pais delas. Mas não é
regra tem homens que são preso ao desejo do pai e mulheres ao da mãe. E até a
ambos. Cada caso, em si com suas complexidades. sábado, 2 de abril de 2016
O MUNDO DEVERIA APRENDER UM MELHOR MODO DE AUTISTA SER ( POESIAS)
Ontem também não será
O hoje até pode ser
Mas não tão belo quanto agora
Quanto d'Olhar Azul sonhar.
A sombra mais suave
Lá fora o sol a brilhar
Pássaros a cantar
Mas nada é mais belo que o sorrir
De anjo azul a brincar.
Dia ou noite
Ele sozinho a amar
Eu atenta ao seus singelos
Tempos
Na sua paz a se eternizar.
Nada é tão suave que seu querer
Tão sincero quanto o seu amar
Tão claro quando sua sede de viver
Porém digno é seu desejar.
Não a dor
Desamparo
Frieza ou morrer
Tudo é a mais pura essência
No seu modo de viver.
Que guiamos cada pessoa Autista
A seu melhor em nosso querer
Para ele melhor ser?
Não eles nos ensina a bem viver
Nos mostram evitar o sofrer
Eles são canais emocionais
Nos mostram como florescer
Que galhos deixar crescer
Que caule se fortalecer
De que líquidos pelas raízes beber
Que semente
Pura germinar para
O verdadeira essência ser.
Humildade sem correr
Sinceridade sem o sonho perder
Amar sem sofrer
Singeleza de viver
Simplicidade ter
Eis o desejo de cada uma pessoa TEA
Carrega e alimenta em nosso ser.
Vim cantar o AZUL da COR do MAR e do bem querer
Louvar o amor de cada Pessoa Azul que aprendi
Na beleza de em tudo de seu sorrir.
Na diferença brindar
Pois todos desejos são só estranhos antes de aflorar!
Mas aos realizar todos neles querem se cortejar.
Dos que dizem defeitos meus
Fazendo cativeiros os sonhos
Em bando voando cantando o azul sublime do meu eu
Todo coração corre sangue vermelho tanto meu quanto seu
Diferente é o desespero de quem não assume o seu
Modo único de pulsar, mas em muitas amor não morreu.
Sua pureza não se perdeu
A paz preciosidade, na realidade, tudo se verteu
Pois a liberdade em tudo nela se deu.
Na mais bela forma benevolente do não ter
Nega a simplicidade de apenas ser
E humildemente estar sendo o que é o melhor no viver:
Lapidar o ser
Humano sonhar sem dormi
Realizar paz aqui agora e no povir.
Assumindo o único que há em cada si
Apoiando a diferença que está em mim
Vivendo a pessoa azul dele que verte ao mundo enfim.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Psicanálise Religião do Pai
.
1. Sophie,Gayard.: Pais Versões, in Scilecet, O corpo Falante – Sobre o inconsciente no sécuo XXI, Escola Brasileira de Psicanálise, Rio de Janeiro, 2016;
quinta-feira, 10 de março de 2016
EM NOME DO PAI
No Em Nome do Pai, o freudiano amplia que “elementos de comportamento instintivo deslocado no animal são
suscetíveis de nos fortalecer o esboço de um comportamento simbólico. O que, no
animal, denominamos um comportamento simbólico é o fato de um segmento
deslocado assumir um valor socializado e servir ao grupo animal como referência
para certo comportamento coletivo” (1). Essa coletividade melhor acontece
através da paternagem, ela gera um verme da sociabilidade ao filho. Isso
se dá quando o pai proíbe ao filho de prazer extremo do corpo da mãe, assim o
filhote pode perceber sua existência para além do corpo dela e, portanto, tem
que lutar pela sua, ainda, sobrevivência, visto que só se viverá, quando este
torna-se livre, metaforicamente, parricida. Neste sentido temos em Lacan “O eu é isso em que o sujeito só pode
reconhecer incialmente alienando-se” (1). Esse é o filho.segunda-feira, 7 de março de 2016
As relações na rede social, o olhar que não ver a pessoa no TEA
A
sociedade que mais enxerga e nada ver, pouco observa, então nunca verá o que
estar para além do que se precisa ser
refletido. Se enxerga então como se diz
da pessoa enquadrada no Transtorno do Espectro do Autismo -TEA.
Entretanto,
tudo isso ajuda a entendermos que o nosso desejo é contaminado devido a
realidade de sermos os desejos de nossos pais, antes mesmos de nascer. Até que
começamos a enxergar de fato e nos constituírmos desejantes para além do que a
nossa visão alcança. Mas mesmo ainda assim, dependeremos da cultura contextual
que nos toma como presa fácil. Nesse, sentido, só quando fazemos dois processos
de assassinatos e mortificação é que
nasceremos, para desejar por nós mesmos.
Suponho
até que muitos deles são tão perfeccionistas para serem alvo desse gozo escópico,
do olhar do outro, que se tornam os melhores em determinado atividade. E assim
se excluem, ou são socializados a partir suas habilidades e não por si
próprios. Cortejando quase sempre o desejo avassalador, imediato e indesejável de
seus pais. Vivem suas habilidades e não a pessoa, que luta desesperadamente
negar o TEA que nele estar.domingo, 21 de fevereiro de 2016
Autismo, um amor,ao menos entre três!
Temos, antes de falar e trabalhar nossa forma que, aprendemos a cada dia, a acolher e empoderar as pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo -TEA e suas famílias, no ciclo de palestras deste blog estamos, agora, refletindo sobre a qualidade de vida em família.
Neste sentido cabe relembrar que estivemos pensando sobre as mães das pessoas com TEA. Onde vimos que estas são mais machucadas ora pela demanda sua demanda subjetiva, social e fé tudo acometendo demandas biopsicossocioespirituais quase sempre necessárias de acolhimento. E por isso, falamos da necessidade de empoderamento delas primeiro, a partir do resgate dos sonhos, projetos e desejos adiados a partir do surgimento do TEA.
Basicamente estamos ainda tratando da qualidade de vida delas e, para isso, estamos conclamando a família, a partir dos companheiros/as dessas mães. E neste sentido, pensamos que na demanda do TEA, faz-se necessário ao menos um terceiro no contexto. Não necessariamente um pai, porém, ideal que seja ao menos quem assuma a função paterna, mas sabemos, que esse papel não é prerrogativa masculina. Como a maternagem não é exclusividade das mulheres, sao funções socioculturais adaptadas a cada momento da história. Quero dizer que a cada contextos, quem assume tais funções pode e deve ser trabalhado quanto a sua atuação.
Mas algo básico é ter noção que as mulheres, ou quem assume a função materna, parece que atua baseda no afeto e isso é excelente, todavia, no cotidiano atual, geralmente quem assume tal papel pouco tempo tem para refletir sobre sua atuação e, assim, faz-se indispensável um terceiro que a ajude a se separar do filhote para que este saiba que ele mesmo exista.
Quero dizer que para que em determinados contextos se percebe que uma mãe suficiente boa é aquela que aprende a equilibrar sua ação de cuidar e favorecer autonomia ao filho. Todavia, o atual contexto onde as demandas socioeconômicas levam a mulheres ao mercado de trabalho, serve para refletir sobre uma geração jogada a si mesma. No caso da Pessoa com TEA, facilmente , o inverso pode acontecer, ou ainda, o misto disto, porém tudo, contamina e distorce a percepção do atuar adequadamente na maternagem, trazendo diversas formas de sentimentos a quem a assume, quase sempre, com misto ou exclusivo sofrimento.
Na percepção do filho com TEA, de acordo com cada contexto, contribui para ele mais e mais ser atado ou até dependente de quem atua na maternagem dele. Há teóricos e profissionais que falam em simbiose. Ou seja, o filho que não diferencia de sua mãe. Então, uma longa caminhada para trazer contextos mais libertarios dessas pessoas em tais forma de maternagem.
Nesse libertação a pessoa que atua na função paterna tem sua importância em apresentar a sociedade para o filho. Ou seja, ao amorosamente apresentar ao filho a existência de um outro desejante. Quem atua na função paterna, apresenta ao filho existência deste para além da pessoa da maternagem. Em suma, regula o desejo da criança ou da pessoa com TEA e assim o força a buscar realizar seus desejos, abertura para educar e socializar.
Todavia, esse é um trabalho fundamental no contexto de família com pessoa com TEA. Existir traz a independência da pessoa a caminho da autonomia. Esse processo, creio que a todas as pessoas com TEA, em diversos graus. Cada um precisará ser trabalhado.
Então, libertando a pessoa com TEA, tem-se de volta para a pessoa que quem assume a função paterna, o amor idealizado e a continuidade dos sonhos do casal adiados com o surgimento do TEA, ou a adaptação deles com o novo contexto, agora a três.
Emfim, nesta quarta palestra é esse contexto que iremos refletir e contribuir para a dignidade da pessoa com TEA, qualidade de vida das mulheres e amor aos homens que se dispensam a pensar sobre si como pai e melhorar sua paternagem. Portanto, semear uma cultura de paz, através da diversidade dos núcleos familiares.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Acolher a família de uma pessoa autista? Aprender com a mãe dela!
domingo, 24 de janeiro de 2016
Porque o homem é vítima do macho? Um Vigotski, para uma nova psicologia
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
O porque não ao modelo biologista ao tratar do humano e, muito menos ainda, quando se fala da pessoa com TEA.
2. Ferreira ,Maria Cristina. A Psicologia Social Contemporânea: Principais Tendências e Perspectivas Nacionais e Internacionais Universidade Salgado de Oliveira,55Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, 2010, Vol. 26, n. especial, pp. 51-64 Psicologia Social
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Discurso contra à violência do nosso Desejo: Quando elegemos o Outro como fonte de vida.
Lembro-me, assim das relações objetais que ocorrem quando se quer transformar o outro em responsável pela realização do nossos desejos, como as crianças são usadas.
Tal como as mães que lidam com filhos complexos como pessoas com TEA: "para as psicologias de Piaget e Vygotsky, que tinham um entendimento claro da natureza social da lógica e se propuseram a demonstrar em detalhe a maneira através da qual a sociedade dá forma ao desenvolvimento das estruturas lógicas na criança. Os dois mostraram que relações sociais diferentes levam a modos de saber diferentes".
Neste sociedade pós- moderna os estudos de Vygotsky e Luria tem pouco valor, pois o biologismo poda e exclui o poder das relações humanas, como a mãe-bebê, precisamos resgatá-la como meio mais que curativo, preventivo: (graças) "a estes estudos hoje nós podemos afirmar que tanto o conhecimento como a mentalidade do sujeito do saber que lhe corresponde são organicamente vinculados ao contexto social da comunidade em que eles são produzidos".
Por outro lado, sabe-se que a partir de "Durkheim e Piaget era claro que formas superiores de saber, encontradas em adultos e populações civilizadas, deslocariam formas primitivas, encontradas em crianças e povos primitivos". Aqui vamos a autora vai além do valor do adulto ( aproveito para citar a mãe), e onde me apoio para citar a virtudes de nossas pessoas com TEA, precisamos as escutar e favorecermos suas experiências, isso para melhor lidar tanto com as diversas formas de autismo, como também as psicopatologias. E quicá, aprendermos mais sobre nós de fato,através do amor às diferenças.
Neste sentido, Vygotsky coincidia com ele na noção mais fundamental de que "a transformação do saber é descontínua e não há substituição nas formas do saber, mas co-existência" (parafraseio co-existência das diferenças).
Segundo Moscovici, "os saberes coexistem e podem ser contraditórias, mas isso não é um problema se nós abandonamos a lógica formal e sua dualidade ao concebê-las como opostas e abraçamos uma perspectiva dialética". Neste ínterim, cada dialética entre mãe- pessoa com TEA, nascem, portanto, novas riquezas humanas e dessa interação nascem novas formas de viver com maior dignidade.
Enfim, posso afirmar que ninguém melhor que cada autista pode ensinar o que é o TEA e mesmo suas mães que são as suas melhores alunas, não sabem quanto eles sobre o que vivem. Então, nessa relação de poder mãe-filho com TEA, temos que favorecer que eles sejam os vencedores. Eles livres dos nossos desejos,nos libertaram de certos limites que nos podam a vida.
A MORTE PEDE CARONA: ADULTOCENTRISMO E INFANTICÍDIO, NÃO SÓ SOFRIDOS PELAS PESSOAS NO TRAÇO AUTÍSTICO
Repensando sobre tudo que contribuem para a despersonificação de cada ser, penso que a partir da impossibilidade de alguns entre os ad...
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Estes dados a seguir, partem de uma mera e pequena experiência empírica advinda de uma clínica em psicologia com origem, basicamente, ana...

